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Sola Scriptura

Numa data tão especial quando se comemora o Dia Mundial da Bíblia, nada mais justo que falar dela. Pois cremos que ela é a Palavra revelada de Deus aos Seus filhos.    

         O segundo domingo de Dezembro foi separado pelos cristãos para comemorar o “Dia Mundial da Bíblia”. É assim desde 1549, quando foi criado pelo bispo Cranmer, na Grã-Bretanha.

      Nós, cristãos da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, estamos em um relacionamento sério com as Sagradas Escrituras, a Bíblia, pois cremos que ela é a Palavra revelada de Deus aos Seus filhos. Nossa conduta é regida por ela. Nossos projetos são respaldados por ela. Temos um compromisso em lê-la e obedecê-la. Estamos profundamente comprometidos em ensiná-la a todos que aqui congregam (e por aqui passam), desde o berçário até à idade mais avançada.

          Cremos que a Palavra de Deus é a história da Cruz, ou melhor, do crucificado, que foi ressuscitado e está por voltar para consumar a história de forma definitiva. Estamos conscientes de que “a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, os que fomos salvos, poder de Deus.” (1 Co. 1.18).

          Estamos e estaremos sempre prontos e dispostos a caminhar com você pelo caminho apontado pelas Escrituras Sagradas. Há espaço para isto: em nossa Escola Bíblica de Treinamento, nos encontros de discipulado durante a semana, através dos grupos pequenos (GCOIs), por meio da proclamação nos cultos públicos e por intermédio do CETRO – Centro de Treinamento da Oitava”.

              Com vistas ao esclarecimento, seguem alguns dados sobre as Escrituras.

A Bíblia em questão

O nome Bíblia foi usado pela primeira vez por João Crisóstomo, patriarca e grande reformador de Constantinopla (354-407 d. C). Na Bíblia não encontramos este nome que foi dado a ela, mas encontramos sua referência com o nome de Escrituras, livro, pergaminhos, rolos, tábua, Palavra de Deus; pois estas foram as formas com que os homens, inspirados por Deus, registraram a Sua Palavra. 

Sua inspiração, autoridade e seu propósito: Assim lemos: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça.” (2 Tm. 3.16.). 

Sua autenticidade e seu principio: Também lemos nas Escrituras: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (2 Pe. 1.20,21).

Os idiomas: Foram utilizados para o registro das Sagradas Escrituras o hebraico (a maior parte dos livros do Antigo Testamento), o aramaico (algumas porções do Antigo Testamento; era a língua falada nos tempos de Jesus) e o grego (os livros e as cartas do Novo Testamento). A primeira tradução para a língua portuguesa é de 1681, por João Ferreira de Almeida. Cerca de 40 escritores, em um período aproximado de 16 séculos, escreveram a Bíblia. Eram homens comuns, usados por Deus para que Sua vontade revelada fosse registrada por intermédio da escrita. Hoje, em mais de 2.400 línguas, há pelo menos porções das Escrituras Sagradas.

A Bíblia que nos lê

A Bíblia é comporta por 66 livros, 1.189 capítulos, 31.173 versículos, divididos em dois Testamentos (a palavra significa “pacto”, “aliança”): o Antigo Testamento, com 39 livros; e o Novo testamento, com 27 Livros.

Na Alemanha, em meados do Século XV, um ourives chamado Johannes Gutemberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim.

Uma pessoa pode ter conhecimento de todos estes dados acima e, ainda assim, continuar sendo a mesma pessoa. Pode até mesmo chegar a ser um bibliólatra, um adorador das palavras, sem ser transformado pela PALAVRA VIVA. É importante saber que ‎a Bíblia não nos foi dada para aumentar nosso conhecimento, mas para mudar nossas vidas.

Conta-se uma história de um ateu que chegou às Ilhas Fiji (situadas ao sudoeste do Oceano Pacífico, ao sul do Equador e ao norte do trópico de Capricórnio) pregando a evolução para um grupo cristão. Com arrogância, ele exaltou a sua ciência e zombou das Escrituras e da fé dos nativos. Imediatamente, o chefe da tribo lhe disse: “Está vendo esse velho forno? Nele assávamos seres humanos para comer. Se não fosse a transformação realizada em nós pelas Escrituras, hoje você seria nosso jantar!”. A Bíblia fez tal transformação naquelas pessoas que o turista arrogante até foi convidado a jantar em vez de ser jantado.

        Há muitas coisas importantes que uma pessoa deve considerar em vida. Uma delas, certamente, é o contato com a Bíblia – a Palavra de Deus. Contudo, não basta lê-la, muito embora sua leitura seja uma oportunidade singular para se chegar ao conhecimento acerca de Deus, por intermédio dele mesmo. Contudo, precisamos entender que “ler a Bíblia não é o mesmo que ouvir Deus”, como diria o escritor, poeta e professor de teologia, Eugene Petterson.

            Mais do que ler a Bíblia, precisamos permitir que ela nos leia.

            Só um adendo final. A expressão Sola Scriptura que dá título a esse artigo é uma frase em latim cujo significado é “Somente a Escritura”, que remete ao contexto da Reforma Protestante, do Século XVI. Ao todos são cinco solos: Sola fide, “Somente a fé”; Sola Scriptura, “Somente a Escritura”; Solus Christus, “Somente Cristo”; Sola gratia, “Somente a graça”; e Soli Deo gloria, “Glória somente a Deus.

Pelo Conselho de Educação Religiosa da Oitava Igreja,
Pr. Gidiel Câmara Júnior. 

(Revisão/Contextualização: Marcelo Ferreira – comunicacao@oitavaigreja.com.br)