UMA IGREJA VIVENDO PARA AGRADAR A DEUS
(1Tessalonicenses 4)
A igreja de Tessalônica nasceu em meio a grandes dificuldades. Conforme Atos 17:1-9, Paulo em sua segunda viagem missionária, juntamente com seus colaboradores Silas e Timóteo, havia anunciado o Evangelho naquela cidade. Muitos tessalonicenses, tanto judeus quanto gentios, creram em Cristo. Contudo, desde o início, por causa do Evangelho, a perseguição foi intensa, e Paulo precisou partir dali rapidamente. Apesar disso, a jovem comunidade cristã cresceu em fé e testemunho.
No capítulo 4, Paulo continua a exortar os irmãos da igreja em Tessalônica a prosseguirem no caminho que estavam trilhando: a santificação, o amor fraternal e a esperança firme na volta do Senhor Jesus. Esses três atributos são requisitos fundamentais para toda a igreja que deseja permanecer fiel a Cristo em meio às pressões do mundo. É necessário que haja:
- O Progresso na santificação (vs. 1-8)
Paulo reconhece que a igreja em Tessalônica recebeu avidamente a Palavra de Deus, e buscava agradar a Ele. Todavia, os incentiva a progredirem ainda mais. A santificação não é algo estático, mas um processo contínuo, em que Deus opera e o homem coopera. Paulo apregoou a santificação (v. 3) em um contexto de imoralidade sexual tão comum na cultura greco-romana, e destaca a pureza como marca da vida cristã. O Evangelho os havia alcançado a ponto de largarem “os ídolos e passarem a servir o Deus vivo e verdadeiro” (1Ts 1:9).
A santidade não é apenas evitar o mal, mas viver de maneira distinta, como pessoas que pertencem ao Senhor. O cristão é chamado a refletir o caráter de Cristo em suas escolhas e atitudes diárias.
- O Crescimento no amor fraternal (vs. 9-12)
Os tessalonicenses foram conhecidos por toda a Macedônia pelo amor que tinham uns pelos outros (v. 10), mas Paulo os encoraja a progredir ainda mais nessa prática. O amor fraternal é a evidência visível da fé cristã.
Interessante notar que, junto ao amor, Paulo recomenda uma vida tranquila, dedicada ao trabalho e com bom testemunho diante dos de fora. O amor que Deus nos chama a praticar não é apenas emoção ou palavras; ele se expressa em responsabilidade, honestidade e serviço prático.
- A esperança na volta de Cristo (vs. 13-18)
Havia na comunidade cristã em Tessalônica uma preocupação quanto aos irmãos que morreram antes da volta do Senhor. Havia incerteza e dor. Paulo – cheio do Espírito Santo – traz consolo e esperança àqueles que morreram em Cristo: eles ressuscitarão, e os vivos serão arrebatados para estar com o Senhor para sempre.
Essa esperança não é uma fuga da realidade, mas um fundamento bíblico para enfrentar com confiança a vida presente. Saber que a morte não tem a última palavra, e que Cristo voltará é motivo de consolo, perseverança e viva esperança.
Portanto, vivamos com fidelidade a Deus e ao chamado da vida cristã. O mundo do apóstolo Paulo continua sendo o mesmo dos nossos dias, marcado por uma sociedade relativizada em seus valores morais – individualista, indiferente e sem esperança. Em caráter de urgência, os crentes em Cristo precisam viver na prática da santidade, de forma pura e distinta. Praticar o amor fraternal, ou seja, cuidar, compartilhar e viver com integridade na igreja e no mundo, esperando com grande expectativa a vinda do Senhor.
Essa esperança fortalece nossa fé, consola os corações enlutados e nos motiva a viver com propósito e vigilância. A palavra de Deus, em 1Tessalonicenses 4, nos chama a progredir na santificação, crescer no amor e manter firme a esperança em Cristo, até “…encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.”.
– Pr. Milton Fernandes – Pastor Auxiliar