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Vencendo o preconceito

“E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com
quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita”. (Números 12.1)

O preconceito e o racismo desprezam e humilham até as pessoas mais consagradas.
Moisés passou grandes provações, pois não somente sofria a rejeição de alguns patrícios, como dos parentes próximos. Seus irmãos o criticaram por ter secasado com uma mulher da Etiópia
A bíblia nos informa que a mulher de Moisés era uma cuxita. Cusita é a palavra hebraica para etíope. Os etíopes são um povo negro, ficando a Etiópia ao sul do Egito. Segundo a Bíblia, descendem de Cush, filho de Cam (Gênesis 10:6), um dos três filhos de Noé (Gênesis 6:10).
O problema é que essa união rebaixou Moisés aos olhos de Miriã e Arão, de quem Moisés era o irmão mais novo. Parecia ser um problema familiar, mas trouxe à tona o ciúmes que sentiam pela posição e influência de Moisés sobre o povo e eles próprios.
O preconceito e o racismo atacam diretamente a Deus.
O primeiro item a compreender nesta discussão é que há uma só raça: a raça humana. Caucasianos, africanos, asiáticos, indianos, árabes, judeus, etc, não são de diferentes raças, mas ao invés disto, são de diferentes etnias da raça humana. Todos os seres humanos têm as mesmas características físicas (com pequenas variações, é claro). Mas, principalmente, todos os seres humanos são criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27). Deus ama o mundo inteiro (João 3:16). Jesus entregou Sua vida por todos no mundo inteiro (I João 2:2). O “mundo inteiro”, obviamente, inclui todas as etnias da humanidade. Rejeitar pessoas feitas à imagem de Deus é rejeitar o próprio Criador.
Deus não mostra parcialidade ou favoritismo (Deuteronômio 10:17; Atos 10:34; Romanos 2:11; Efésios 6:9), e nem nós deveríamos. Tiago 2:4 descreve a qualquer um que mostra discriminação como juiz “de maus pensamentos”. Devemos sim amar ao nosso próximo como a nós mesmos (Tiago 2:8). Jesus Cristo destruiu a parede divisória da hostilidade (Efésios 2:14). Todas as formas de racismo, preconceito e discriminação são afrontas à obra de Cristo na cruz.
O preconceito e o racismo acabam em punição divina.
Jesus nos ordena que amemos uns aos outros, assim como Ele nos ama (João 13:34). Se Deus é imparcial, e nos ama com imparcialidade, isto significa que precisamos amar aos outros com o mesmo alto padrão.
Pessoas preconceituosas estão na contra mão da vontade de Deus e, consequentemente, como no caso de Miriã, serão penalizadas pelo próprio Deus.
Que cumpramos o mandamento de amar ao próximo da mesma forma em que somos amados pelo Criador – incondicionalmente.

Pr. Roberto T. Santos | prroberto@oitavaigreja.com.br

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