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Jesus: A Ressurreição e a Vida

Rev. Leonardo Luz
 
Já se passaram cerca de três anos ou um pouco mais, do tempo em que Jesus foi batizado por João no batismo que recebera para dar início ao seu ministério terreno (Nm 4.3; 8.5-7; Lc 3.21-23), também eram passados os sinais [milagres que aponta para a glória do unigênito do Pai, do Deus que se fez carne (Jo 1.14, leia Is 42.8 e Jo 17.5 )], da água transformada em vinho; a cura realizada à distância do filho de um oficial do rei; a restauração à saúde de um paralítico que a 38 anos estava cocho; o sinal da multiplicação do lanche de um garoto para alimentar mais de 5 mil pessoas; o milagre de ter andado sobre a água e também a cura de um cego de nascença.
Sinais miraculosos cuidadosamente selecionados pelo discípulo amado (Jo 13.23; 20.2; 21.7), o autor do evangelho, não apenas para que creiamos que Jesus operava maravilhas, mas como disse o próprio João (20.30,31), para que creiamos e continuemos a crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e em seu nome tenhamos vida.
Parece elementar a expressão, contudo por tê-la dito de si mesmo, nosso Senhor foi acusado de blasfêmia e queriam levá-lo preso, pois, nas palavras dos que o acusavam: “fazia-se Deus a si mesmo” (10.32-38). Nessa interpretação eles estavam certos, Jesus é o Deus que se fez carne (1.1,14).
Voltando aos sinais, vejo que João desejou mostrar o Deus encarnado manifestando, de forma tal, sua glória (1.14, 2.11), sobre variadas circunstâncias da vida e da criação, que chegaríamos a uma conclusão elementar – Jesus é Senhor e Deus (20.28).
A seleção de João é incontestável, e ele a apresenta de uma forma maravilhosa, mas o fechamento, o ponto climático, o ápice é magnífico, simplesmente divino! Deu-se cronológica e meticulosamente, dias antes de Jesus ter se entregado para a crucificação. No dia em que Ele se revelou como a personificação da ressurreição, como o autor e doador da vida. O fez ao dizer para Marta, irmã de Lázaro, o qual havia falecido há quatro dias: “Eu sou a ressurreição e a vida!” (11.35 – leia todo o cap.)
Nos tempos de Cristo, era dito existir uma crença que apontava o quarto dia após a morte como o fim de todas as esperanças, pois a alma visitava o corpo até o terceiro dia, conforme essa crença.
Quando Jesus manda que tirem a pedra da frente do túmulo (“já cheira mal” não pode ser esquecido – V. 39) e ordena que Lázaro saísse para fora... meu Deus! Ele põe fim a todas as dúvidas! Verdadeiramente Ele é o Filho de Deus (Mt 27.54).
Marta, mulher de fé, talvez até então cria que Jesus tinha poder sobre os elementos da natureza (água, pão, peixe, mar, as ondas, vinho), sobre as enfermidades; que para Ele não havia limites de tempo ou espaço (a cura do filho do oficial, a do paralítico há 38 anos e do cego de nascença) e até sobre a morte ele tinha poder (desde que o corpo não estivesse em decomposição – v. 39).Jesus amorosamente, depois de ela ter tentado o dissuadir da idéia de tirar a pedra e expor a família e amigos a uma cena triste e dolorosa, diz a ela e a você que hoje lê: “eu não disse que se você cresse veria a glória de Deus?” Então depois de terem tirado a pedra Jesus ordena e o impossível acontece!
Não só as ondas e o vento lhe obedecem, não só os elementos da natureza e as enfermidades mesmo que de nascença, são submissos à sua voz. A voz do Senhor é poderosa (Sl 29.4 – se delicie, leia) nem mesmo a morte pode resistir!

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