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Série Liberalidade: Liberalidade nos Dízimos e Ofertas

Rev. Amauri C. de Oliveira
 
Deus está diretamente relacionado com todas as áreas de nossas vidas, inclusive a financeira. Vamos encontrar na bíblia pelo menos 2.350 versículos relacionados a finanças, o que mostra que o tema é importante para nossa relação com Deus e com a vida. Nas escrituras vamos encontrar duas ações distintas em relação à contribuição religiosa: os dízimos e as ofertas. E ainda uma palavra importante relacionada a estas ações que é a palavra liberalidade. Vamos olhar para cada uma separadamente:

Dízimos: a primeira menção de dízimo na Bíblia está registrada em Gn. 14. 20. Abrão, depois de uma guerra, "deu o dízimo
de tudo" a um sacerdote chamado Melquisedeque. A segunda menção é registrado sob a forma de promessa. Jacó, também comprometeu-se a dar dízimos - "oferecerei o dízimo de tudo que me deres" (Gn 28: 22) - caso Deus o guardasse e lhe desse êxito em sua jornada de vida. Em ambos os textos, o dízimo é mencionado como algo conhecido e que dispensa explicações, o que nos leva a entender que já era algo praticado na relação com Deus. O conceito que está por trás do dízimo é o de que a décima parte pertence a Deus e não nós. Quando Deus colocou o homem no Édem, separou uma árvore da qual o homem não poderia comer, pois há um limite entre o que Deus nos confiou e o que é dele. A árvore estava entre as outras mas não era do homem e sim de Deus, por isso o homem não poderia comer dela. Quando vem a lei Mosaica, o dízimo já existe. Moisés não institui o dízimo, e sim regulamenta a entrega e aplicação do mesmo no contexto religioso de Israel. As regras são:
a) Entregar sistematicamente todo ano Dt 14:22;
b) Usado para sustento do templo Ml 3:10;
c) Usado para sustento dos levitas que se dedicavam ao serviço religioso (guardas do templo Nm 18:1, consagração dos primeiros frutos, Lv 23: 10 e 11 purificação dos imundos Lv 15: 30 e 31, atendiam os leprosos Lv 13: 2, transportavam
a Arca Js 3: 6, oficiavam no sacrifício Lv 1 a 6, ensinavam a lei 2 Cr 31:4 e ministravam a música 1Cr 9: 33);
d) Usado para ação social e sustento das festas Dt 26:12;
e) Eram entregues no templo aos sacerdotes levitas como representantes de Deus Nm 18: 21;
f) Os levitas davam o dízimo do que recebiam como sustento Nm 18: 26.

O princípio que já vem desde o Édem é de que a décima parte do que ganhamos pertence a Deus e isso não da lei mosaica e sim da lei da relação do reconhecimento de Deus como o dono da terra (Lv 27:30 e Sl 24: 1) As regras contextuais de entrega de dízimos no Antigo Testamento não aplicamse aos nossos dias, assim como outras regras
dos rituais de sacrifícios e cerimônias, mas assim como os princípios morais da lei aplicam-se em todos os tempos os dízimos também aplicam-se em todos os tempos. Com base nesta aplicação é que Paulo disse em 1 Co 9:13-14 “Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.†Assim os cristão
passaram a entregar seu dízimo não ao templo e sim aos líderes das comunidades locais.

Ofertas: é tudo o que dou além dos dízimos Ml 3:10. É voluntária Nm 29: 39, é expressão de generosidade 2 Co 8:2, é por
visão da obra de Deus, é para causas específicas Ed 2: 68, é sistemática Dt 16: 10, é dada por gratidão Lv 7: 12, com alegria e segundo a disposição do coração 2 Co 9:7, Dt 16:17.

Liberalidade: quando Paulo fala em Rm 12: 8 sobre contribuição com a obra de Deus ele estabelece que o parâmetro deva
ser o da liberalidade, o que significa: “um ato pelo qual se confere gratuitamente a outrem vantagens, bens e direitos, donativo feito por indivíduo liberal, generosoâ€. Deus é assim e quer ver este seu atributo da generosidade em nós. Contribuir liberalmente é conferir vantagem à obra de Deus e às pessoas que nos cercam, tendo em vista que doar bens, tempo ou dinheiro às pessoas pode ser considerado como oferta que agrada a Deus.

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